Enquanto alguns celebram, outros não comemoram e tampouco ficam felizes com a data
O dia 25 de dezembro, para a celebração natalina, foi oficializado pela Igreja cerca de 350 anos depois do nascimento de Jesus. Nesta época do ano, eram realizadas as mais tradicionais festas pagãs da Antiguidade, as Saturnais, quando havia troca de presentes e banquetes. Daí a ceia e a troca de presentes terem sido assimiladas à festa cristã.
Desde então, é comum que as famílias se reúnam e celebrem o Natal. Algumas montam presépios, enfeitam pinheiros gigantes, trocam presentes ou escolhem alguém da família para se vestir de papai Noel e aguçar a imaginação da criançada, que fica eufórica com a brincadeira.
No entanto, apesar da simbologia para alguns, para outras pessoas a data não passa de um período marcado pelo consumismo e por um espírito passageiro de generosidade.
A REVISTA CIRCUITO foi atrás de algumas pessoas que não gostam do Natal para saber o que elas costumam fazer dia 25 de dezembro.
Não gosto do Natal, talvez por conta da colônia japonesa não se importar tanto para a data em si. Por ser integrante desta colônia nunca senti nenhum sentimento diferente com a celebração. Na véspera de Natal, colocamos a mesa, jantamos juntos e vamos dormir. Aprecio as famílias que ficam todas reunidas, trocam presentes e sorrisos de felicidade.
Luma Midori Chinem, 26 anos, Desing, Cotia/SP
No Natal, costumo ficar em casa tranquilo e assistir uns filmes. Acredito que o nascimento de Jesus deva ser lembrado todos os dias e vejo o Natal como algo comercial, que influencia o indivíduo a consumir mais do que o normal e a se endividar sem necessidade. Minha família já se acostumou. Mesmo odiando a data, vou almoçar com eles no dia 25, como fazemos todas as semanas e não somente no Natal, e sempre é muito bom. Antes sempre engatávamos uma discussão sobre o assunto. Hoje eles respeitam meu ponto de vista.
Roberto Castro, 38 anos, publicitário, Granja Viana, Cotia/SP
Geralmente, passo as noites de Natal com a minha família, muito mais pela tradição do que pela vontade de comemorar. No último ano, passei dormindo. O Natal me proporciona uma sensação enorme de vazio. Isso aconteceu depois de um “trauma”, ocorrido há 10 anos.
Camila Bascegas, 27 anos, bancária, São Paulo/SP
Na infância eu tinha medo do papai Noel. Era como se ele fosse um lobo mau. Cheguei a passar uma noite de Natal debaixo da cama, tremendo de medo, enquanto meus primos brincavam e riam de mim. Cresci não gostando da data apesar de mentalizar o nascimento de Cristo e sempre pedir coisas boas. Dia 24 passo com a família muita mais pela tradição do que propriamente pela comemoração.
Guilherme Santos, 30 anos, personal trainer, Granja Viana, Cotia/SP.












