Marcos Sá enumera as muitas coisas (estranhas) acontecendo

"No ritmo que vamos, me questiono: qual será o próximo passo? Adoro pensar fora da caixinha!", escreve nosso colunista Marcos Sá.

Tempos estranhos. Tudo mudo na velocidade da luz. O que no passado era verdade hoje não é mais, o inimigo de ontem é o aliado de hoje (FHC x Lula), CPI presidida por senador que tem a família envolvida em processos de corrupção e coordenada pelo senador que tem o maior número de processos na justiça, nove, depoimentos contraditórios, muros de fronteira sendo inventado entre o Brasil e o México, imigrantes brasileiros sendo deportados dos EUA, com a complacência da grande mídia, grandes redes de comunicação a serviço das suas ideologias, dispensando a mais importante das regras da informação, a isenção. Presidente francês, não cuida do seu quintal, mas da pitaco na nossa soberania nacional, enquanto hordas de imigrantes são expulsos da Europa, após se lançarem dramaticamente ao mar numa tentativa desesperada de um futuro melhor. Na Índia, a pandemia atinge níveis inimagináveis com mais de 4 mil mortes diárias e com cremações ao ar livre de milhares de corpos, enquanto na China, país com população de mais 1.400.000.000 de habitantes (eu disse um bilhão e quatrocentos milhões) ocorreram apenas 90mil infecções e 4.600 óbitos pelo coronavírus. Será que o vírus não pega por lá ou o governo chinês esconde a tragédia? Qual a explicação? Silêncio sepulcral mundial! Ou teremos alguma nova má surpresa, ou eles têm algum coringa na mão, pois vendem vacina para o mundo todo. Muito estranho. Israel e Hamas em uma guerra onde crianças servem de escudo humano, e por aí vai… E as mudanças vão chegando. Quem não ganhava o campeonato paulista há 16 anos, finalmente, desencantou e o meu tricolor foi campeão paulista! Na Inglaterra, o técnico Guardiola, mais uma vez, inovou e levou o Manchester City ao título, sem atacantes. Isso mesmo, sem nenhum atacante, só meio campistas e defensores. Se fosse por aqui seria taxado de retranqueiro, por lá é ídolo revolucionário. Com tantas coisas estranhas acontecendo e com a tecnologia cada vez mais mudando os parâmetros da normalidade e nos condicionando aos aplicativos, ficamos reféns da tecnologia, das censuras feitas pelas redes sociais e órfãos das verdades não-ditas pela grande mídia. Sobram-nos aprender a conviver com as novidades tecnológicas. Médicos sendo substituídos pelas pesquisas no Google. Teleconsultas, inteligência artificial, WhatsApp virando consultor médico, aplicativos para acompanhar a gravidez, o crescimento das crianças, a pulsação, o número de passos que você caminha diariamente etc. No ritmo que vamos, me questiono: qual será o próximo passo? Adoro pensar fora da caixinha! É divertido e nos leva a viajar na imaginação. Nesse exercício, penso que logo chegaremos a criar algo para aperfeiçoar a mais perfeita invenção de todos os tempos: o ser humano. A mais perfeita e complexa máquina existente na terra, mas que tem alguns probleminhas a serem solucionados. Destaco um deles. Temos que nos alimentar várias vezes ao dia e isso é trabalhoso, custa caro e a fome é um dos flagelos da humanidade. Será que alguma start up já pensou no assunto? Em breve, veremos uma evolução nessa área. Os Jetsons, desenho futurista dos anos 60, usavam pílulas ao invés dos nossos tradicionais alimentos. Resolviam dois problemas de uma só vez: o da alimentação e o que vem depois, a eliminação do que comemos. Convenhamos que Deus errou feio nessa parte, e quem conseguir evoluir nessa questão terá a humanidade nas mãos. Não custa nada pensar fora da caixinha, afinal com tantas coisas diferentes acontecendo, nada é impossível!


Por Marcos Sá, consultor de mídia impressa, com especialização em jornais, na Universidade de Stanford, Califórnia, EUA. Atualmente é diretor de Novos Negócios do Grupo RAC de Campinas

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