Namoro com prazo de validade? Que nada!

Namorados

Em uma era na qual casamento parece descartável e alguns valores nem são levados tão a sério assim, alguns casais mostram a importância do namoro em uma relação madura.

Segundo um estudo realizado pela Coordenação do Núcleo de Família e Comunidade da PUC-SP, casais vivendo juntos separadamente é mais comum entre pessoas mais velhas, sobretudo se já tiveram um casamento anterior, com filhos, carreira definida, enfim. Pessoas que já têm a vida estruturada, em geral, preferem manter a organização já estabelecida.

Mas será que este é o segredo para manter a chama do amor acesa?

Três casais falam a CIRCUITO de seus namoros duradouros e por que a troca de alianças é apenas um detalhe quando existe companheirismo, amizade, boa companhia, interesses em comum e, claro, amor, muito amor.

Ernesto e Vanda
Reencontro
depois de 30 anos

Ainda jovens, ela com 16 e ele com 18 anos, Ernesto Piovesan, 67, e Vanda Alves Pinto, 65, viveram uma linda paixão na década de 1960. Contudo, a idade adulta chegou e, com ela, diversas responsabilidades que separaram os pombinhos. Casaram-se, tiveram filhos e cada um foi cuidar de sua vida pessoal e profissional. Reencontraram-se depois de 30 anos. Num toque de mãos, todos os sentimentos contidos vieram à tona, e a sensação foi de pura sintonia. “Foi como se nunca tivéssemos nos separado”, explica Vanda, que resolveu dar continuidade à história que começou na juventude. Neste ano, o casal comemora 18 anos de união, porém, em casas diferentes. Com muito alto-astral, ambos possuem uma opinião idêntica no que diz respeito a esta relação. “Para que um relacionamento seja sólido e maduro é necessário que haja muito amor, confiança e, acima de tudo, muito respeito mútuo”, declaram.

Raul e Maria Cristina
Quase 15 anos
de namoro

Raul Teixeira, 52, e Maria Cristina Azevedo Urquiola, 48, são provas vivas de que capricornianos e aquarianos podem viver em harmonia e converter as diferenças em relações positivas de amor e respeito. O casal paulista engatou um romance em setembro de 1997 e completou, no último dia 28 de maio, 14 anos e oito meses de namoro. Para ambos, namorar com compromisso, antes de ser um prazer ímpar, é uma grande lição de vida. “Você aprende a enxergar e tentar melhorar os defeitos que podem impedir um relacionamento feliz”, explica Maria Cristina. Segundo eles, o casamento cada vez mais rápido e o pulo dessa fase gostosa, que é a do namoro, podem ser tanto uma consolidação feliz quanto uma armadilha. A dica da dupla é que os casais namorem pelo menos uns cinco anos antes de tomar uma decisão precipitada. “A propósito, eu namoraria para sempre”, afirma ela.

Tadeu e Teresinha
Só de namoro, 21 anos

O arquiteto Tadeu Pedroso, 62, e a funcionária pública Teresinha Julia Amaro Pedroso, 53, resolveram bater o recorde de toda a região, e, antes de trocarem as alianças, namoraram por 21 anos. Moradores de Cotia, ambos curtiram e muito a fase gostosa do namoro. Passearam, viajaram, foram em busca de novidades e trocaram juras de amor, até que bateu a vontade de juntar as escovas de dente. “Estamos juntos, ao todo, há 35 anos e, segundo o padre, é até que a morte nos separe. É com este pensamento que conduzo o meu casamento”, explica Teresinha. Encararam o matrimônio há 14 anos, não tiveram filhos e tentam viver ainda como antigamente. Os “eternos namorados” vivem embaixo do mesmo teto, mas com a chama do amor acesa e a magia do namoro sempre presente. Tanto tempo juntos só poderia ter uma única explicação. “Nada de cobrança e muita confiança e respeito”, dá a dica o casal.

 

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