A locação de imóveis residenciais, com crescimento de 28,48%, e a venda de casas e apartamentos, com expansão de 9,4%, marcaram positivamente o inicio do ano nesses dois segmentos do mercado imobiliário.
Os bons resultados apurados em janeiro sobre dezembro do ano passado “são indicativos de que não havia nesse momento pelo menos, e especialmente no caso das vendas, uma onda generalizada de desconfiança quanto ao rumo da Economia”, diz José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci SP).
O Creci SP constatou que os dois mercados começaram bem 2014 em pesquisa feita com 1.223 imobiliárias de 37 cidades do Estado, incluída a Capital. O número de casas e apartamentos usados vendidos foi 9,4% superior ao de dezembro; e as locações aumentaram 28,48% em relação ao mês anterior.
Os preços médios dos imóveis usados e aluguéis residenciais baixaram 4,2% em janeiro na comparação com dezembro, segundo o índice Crecisp, que considerou valores de venda e locação de 2.760 imóveis.
O presidente do Creci SP não arrisca prognóstico sobre os resultados das pesquisas dos meses seguintes, em apuração, mas diz que a venda de mais imóveis usados em Janeiro foi um sinalizador positivo para todo o mercado.
“As famílias assumiram financiamentos de longo prazo como são os de imóveis porque acreditam que manterão seus empregos e que poderão honrar os financiamentos, o que é uma demonstração de confiança considerável quando se tem inflação batendo no teto da metade e dúvidas sobre o comportamento futuro de variáveis econômicas como investimento, câmbio, juros”, afirma Viana Neto.
“Havendo financiamento, as pessoas têm um estímulo natural e forte a assumir esse crédito de longo prazo”, acrescenta o presidente do Creci SP. Ele se refere ao fato de que bancos têm dinheiro para emprestar a quem está interessado na compra da casa própria, como afirmou o superintendente regional da Caixa Econômica Federal em São Paulo, Paulo José Galli, em palestre no Creci SP em 2 de Abril último. A CEF emprestou R$ 135 bilhões em 2013 e a meta para este ano é chegar a R$ 153,3 bilhões este ano.
Financiamento de 58,23%
Em janeiro último, 58,23% dos imóveis vendidos no Estado foram financiados, sendo 37,95% pela Caixa e 20,28% por outros bancos. As vendas à vista representaram 36,95% das vendas efetivadas pelas 1.223 imobiliárias pesquisadas. As vendas com pagamento a prazo (financiamento dos proprietários) foram 3,41% do total e as feitas por meio de consórcio somaram 1,41%.
A ascensão e importância crescente do financiamento no desempenho do mercado de imóveis usados ficam claras quando se compara com Janeiro de 2013. Naquele mês, somente 35,24% das unidades vendidas no Estado foram financiadas pela Caixa Econômica Federal (CEF) e demais bancos.
Dos imóveis vendidos em Janeiro deste ano, 53% eram apartamentos e 46,99% eram casas. O índice estadual de vendas evoluiu de 0,3722 em dezembro para 0,4072 em janeiro.
Houve crescimento das vendas em três das quatro regiões que compõem a pesquisa CRECISP. Na comparação com Dezembro, as vendas cresceram 36,05% no Interior; 2,09% no Litoral e 14,37% nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco. Na Capital, as vendas caíram 15,48%.
Descontos de até 8,2%
Os proprietários dos imóveis vendidos em janeiro no Estado de São Paulo concederam descontos médios de 8,1% nos imóveis situados em bairros da periferia das cidades, de 6,7% nos localizados em bairros centrais e de 8,2% nos de bairros nobres. Os imóveis mais vendidos em janeiro foram os de valor médio até R$ 300 mil, com 63,25% do total.
Na divisão das vendas por faixas de preço médio, três predominaram: até R$ 2.000,00 (20,92% do total vendido); de R$ 2.000,01 a R$ 3.000,00 (35,87%); e de R$ 3.000,01 a R$ 4.000,00 (20,11%). Essas três faixas somaram 76,9% das vendas de Janeiro.
Aluguel de até R$ 1 mil segue na preferência em SP
Como vem acontecendo seguidamente, os imóveis com aluguel de até R$ 1.000,00 foram os preferidos dos novos inquilinos em Janeiro último no Estado de São Paulo. Eles representaram 56,55% do total de novas locações nas 1.223 imobiliárias pesquisadas pelo Creci SP.
As imobiliárias alugaram mais casas – 55,04% do total – do que apartamentos – 44,96% das novas locações. Com o total de imóveis alugados em Janeiro, o índice estadual de locação saltou de 1,6025 em Dezembro para 2,0589 em Janeiro.
Em três das quatro regiões componentes da pesquisa Creci SP houve crescimento do número de locações em Janeiro. Ele foi de 26,59% na Capital, de 119,52% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco e de 3,1% no Interior. Já no Litoral, registrou-se queda de 3,93%.
Os descontos que os proprietários concederam sobre os valores inicialmente pedidos pela locação de seus imóveis variaram em média de 10,40% para aqueles situados em bairros de áreas centrais a 13,1% nos localizados em bairros das regiões de periferia.
Os inquilinos inadimplentes em Janeiro somaram 3,85% do total de contratos ativos nas imobiliárias, número 6,94% superior aos 3,6% registrados em Dezembro. O total de chaves que as imobiliárias receberam de volta representa 65,57% dos novos contratos formalizados em Janeiro.
A pesquisa do Creci SP foi realizada em 37 cidades do Estado de São Paulo. São elas: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.













