Venda de imóvel usado tem queda de 44,03%

Este resultado de novembro é o pior do ano de 2015 na Capital

As vendas de imóveis usados caíram 44,03% em novembro em relação a outubro na cidade de São Paulo, o pior desempenho do mercado neste ano e que fez a retração acumulada em 11 meses chegar a 18,6%. A maioria das vendas – 62,75% – foi feita à vista, “o que deixa claro o principal motivo dessa queda abrupta nos negócios”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

Somente 37,25% dos imóveis vendidos em novembro foram financiados por bancos, o menor percentual desse tipo de operação imobiliária desde o início de 2015. Não houve registro nas imobiliárias consultadas de vendas feitas por meio de consórcios ou parceladas pelos donos de imóveis.
“Sem o financiamento dos bancos, a maioria absoluta dos que precisam comprar a casa própria ou mesmo trocar a que possuem não tem renda suficiente para sair do aluguel ou da casa de parentes”, lembra o presidente do Creci-SP.

Ele destaca ainda como motivos da retração no mercado de imóveis usados o aumento do desemprego, que chegou a 11,7% em novembro na Região Metropolitana de São Paulo (era de 7,9% em novembro de 2014), a perda do poder de compra das famílias, a alta dos juros nos financiamentos.
‘Nesse quadro de dificuldades, não surpreende que o mercado de imóveis usados se encaminhe para fechar o ano no vermelho enquanto que o mercado de locação residencial vive uma expansão insuflada pela crise econômica”, acrescenta Viana Neto, referindo-se a outros dois resultados apurados pela pesquisa do Creci-SP.
As vendas de imóveis acumulam resultado negativo de 18,6% na cidade de São Paulo de janeiro a novembro. Nesse mesmo período, a locação de casas e apartamentos tem saldo positivo de 47,31% mesmo com a queda de 12% no número de novas locações contratadas.
O presidente do Creci-SP destaca ainda outra diferença no comportamento dos dois mercados no período.

Os preços do metro quadrado dos imóveis usados vendidos pelas 311 imobiliárias consultadas baixaram em média 12,35% em relação a outubro. Já os aluguéis residenciais aumentaram em média 3,23% de um mês para o outro.

“Se nada mudar radicalmente em dezembro, deveremos fechar o ano com vendas em baixa e preços em queda e locação residencial em alta com aluguel também subindo”, resume Viana Neto.

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