Marcos Evangelista de Morais, mais conhecido como Cafu, nascido no Jardim Irene, zona sul de São Paulo, em 7 de junho de 1970, começou a esbanjar seu gosto pelo futebol aos 7 anos. Iniciou sua carreira na Escolinha de Futebol Craque Pedro da Rocha, passou pelo Nacional AC, Portuguesa de Desportos, Itaquaquecetuba AC, até chegar ao São Paulo FC. Marcos ganhou o apelido por ter um estilo de jogo similar ao de Cafuringa, lateral direito do Atlético Mineiro. O apelido acabou virando Cafu. Após sua longa passagem pelo São Paulo, Cafu ainda jogou no Zaragoza, Juventude, Palmeiras, Roma e encerrou sua carreira ao fim de seu contrato no Milan, em 2008. Na Seleção Brasileira, o ex-jogador conquistou a Copa do Mundo em 1994 e 2002, fez parte das equipes da Copa do Mundo de 1998 e 2006; conquistou a Copa América em 1997 e 1999; e a Copa das Confederações em 1997. Apesar de sua carreira de sucesso, o recordista de jogos pela Seleção Brasileira, com 148 partidas, nunca esqueceu suas origens, nem mesmo no ponto máximo de sua carreira. Ao levantar a taça da Copa do Mundo em 2002, como capitão, escreveu em sua camisa “100% Jardim Irene”. Foi lá que fundou a Fundação Cafu, à qual dedica grande parte do seu tempo. Casado há quase 28 anos e pai de três filhos, atualmente mora em Alphaville. Em entrevista a Revista Circuito, Cafu fala sobre a Fundação Cafu, o futebol brasileiro na atualidade e sua carreira de ex-jogador.
Fundação Cafu
RC: O que é a Fundação Cafu?
Cafu: A Fundação Cafu é uma instituição sem fins lucrativos, onde preservamos bastante a integração social, a integração das crianças na sociedade. A Fundação Cafu não é uma escolinha de futebol, é bom a gente frisar bastante isso. O nosso objetivo é fazer com que as crianças se integrem à sociedade de maneira mais ampla, mais culta, com a mesma igualdade que as outras crianças. A nossa missão é fazer com que nossas crianças tenham valor, respeitem-se e sejam respeitadas, independentemente da classe social da qual façam parte.
RC: Quais os projetos da Fundação?
Cafu: Oferecemos desde cursos profissionalizantes até atividades esportivas, curso de cabeleireiro, artesanato, informática, reforço de português, judô, caratê, capoeira, bateria, canto, dança…
RC: O que as pessoas precisam fazer para participar dos projetos da Fundação?
Cafu: Todas as crianças são obrigadas a passar por uma triagem, com a psicóloga e com uma assistente social. Com base nisso, fazemos a pesquisa para saber se a criança tem realmente condições e se precisa ou não ir para a Fundação.
RC: Como foi a seleção dos funcionários para trabalhar na Fundação? São moradores da região?
Cafu: A seleção foi feita por intermédio do meu irmão e da Silvia (secretária-geral). Quase todos moram no bairro Jardim Irene. Todos conhecem, realmente, as necessidades do nosso bairro. Isso é muito importante.
RC: E há voluntários? O que é necessário fazer para ser voluntário na Fundação Cafu?
Cafu: Atualmente, temos três voluntários. Mas, sempre que fazemos qualquer tipo de evento, os voluntários acabam aparecendo. Isso é bastante importante. Nós vivemos do dia a dia e, se tivéssemos mais voluntários, com certeza a Fundação Cafu poderia estar bem mais ampla hoje. O primeiro passo é entrar no site da Fundação Cafu, que é o www.fundacaocafu.org.br. No site, você obterá todas as informações para ser um voluntário da Fundação Cafu. Estou esperando por você!












