Saúde: HGC esclarece dúvidas sobre a Amidalite

O clima em São Paulo, onde é possível passar pelas quatro estações do ano em um só dia, pode afetar a saúde, já que as alterações climáticas podem interferir no funcionamento adequado do corpo, afetando a imunidade e facilitando o aparecimento de várias doenças. Uma delas é a Amidalite, uma infecção que atinge as amídalas, órgão localizado próximo à base da língua e responsável por uma das primeiras defesas do organismo, informa a Dra. Andréa Laranja, Intensivista do HGC.

Dor de garganta, febre, dor de cabeça, dificuldade para engolir e mau hálito, são alguns dos sintomas mais comuns da doença, que se classifica em dois tipos:

Por vírus: mais frequente em crianças, principalmente abaixo dos 2 anos.

Por bactéria: atinge mais os jovens e os adultos. As bactérias mais comuns são os Estreptococos e os Estafilococos. Nesse caso, a inflamação é associada ao aparecimento de pontos de pus.

Segundo a Dra. Andréa, a forma de tratamento da Amidalite varia de acordo com o agente causador. No caso da infecção por vírus, o tratamento é feito pelo uso de analgésicos e anti-inflamatórios, sem tratamento específico. Já para os casos de infecção bacteriana, e somente para eles, é necessário o uso de antibióticos.

Parar de tomar os remédios quando os sintomas desaparecem pode ser perigoso, alerta a médica, com o risco de uma recaída da doença mais agressiva. Por isso, é importante lembrar que é essencial tomar todos os cuidados e obedecer corretamente o tratamento indicado. Veja abaixo algumas dicas que podem aliviar o desconforto causado pela doença:

• Tome muito líquido para hidratar as mucosas;

• Evite ambientes com ar-condicionado, pois este resseca as mucosas e diminui a resistência das amídalas;

• Evite o cigarro, pois fumantes são alvos fáceis para as infecções das amídalas;

• Prefira bebidas mornas e alimentos pastosos, uma vez que são mais tolerados durante as crises;

• Não se automedique. Medicamentos usados sem indicação do médico podem favorecer o aparecimento de bactérias mais resistentes.

A cirurgia para remover as amídalas só é recomendada em casos específicos. Isso ocorre quando o paciente não responde mais ao tratamento clínico ou quando a infecção se repete várias vezes ao ano (Amidalites de repetição).

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