No último dia 2 de agosto, cerca de 80 pessoas se mobilizaram em frente à Câmara Municipal de Cotia para protestar contra mortes ocorridas durante partos no Hospital de Cotia.
“Houve negligencia médica. Por duas vezes minha nora havia chegado com contrações ao Hospital de Cotia e os médicos ignoraram as dores e não realizaram o parto, e só o fizeram após a morte de criança”, declara Cledson Martins Ferreira, um dos organizadores do protesto e avó de Nicole Shophia, que faleceu durante o parto.
Familiares de Kiaria Victória e Renata Bianchi também estiveram no protesto e relataram fatos semelhantes ao de Deise Talita Maria Silva, mãe de Nicole.
A passeata percorreu cerca de 5 km entre a Câmara e o Hospital de Cotia, e uma das faixa da Raposo Tavares chegou a ser interditada.
Questionado sobre a morte de Nicole, a assessoria de imprensa do Hospital Regional de Cotia disse que a paciente Deise Talita Maria da Silva deu à luz por volta das 00h40 do dia 24 de julho. O feto apresentava parada cardiorrespiratória. A equipe médica prontamente realizou os procedimentos de reanimação, porém, não houve sucesso.
“A paciente recebeu atendimento e orientação durante todas as vezes em que procurou a unidade. É importante esclarecer que o parto só é realizado a partir da observância de protocolos clínicos que indicam se a gestante está pronta para ter o bebê. Esses critérios foram rigorosamente observados neste caso, com acompanhamento e medição da dilatação e intervalo das contrações. O hospital e a equipe médica que acompanhou o caso lamentam e se solidarizam com a família e a paciente”, declarou a assessoria.
DE acordo dom o HRC, tanto o Ministério da Saúde quanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam o parto normal como procedimento mais seguro e saudável tanto para a mãe quanto para a criança.
Dados do HRC apontam que o hospital realizou 1.656 partos no primeiro semestre deste ano, destes 463 foram cesáreas (28%) e 1.193 foram normais (72%). Apenas nove casos de natimortos foram registrados pelo hospital e, entre eles, cinco fetos pesavam abaixo de 1,5 kg, ou seja, casos de prematuros extremos com grandes chances de mortalidade.
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